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Como a falência dos bancos SVB e Signature Bank pode afetar o mercado brasileiro

17 de mar. de 2023

Por que o SVB e o Signature Bank entraram em colapso?

O mercado global assistiu à recente falência dos bancos norte-americanos Silicon Valley Bank (SVB), conhecido financiador de startups, e Signature Bank, que atuava no setor de criptomoedas. Agora, especialistas temem um efeito cascata, até no Brasil, já que essa é considerada a maior crise do sistema financeiro americano desde 2008.

O SVB foi o banco que mais cresceu nos últimos anos, inclusive seu balanço patrimonial expandiu quase 250% desde 2019. Vamos entender então por que, no dia 10 de março, a instituição sofreu um colapso, marcando a segunda maior falência de um banco na história dos EUA.

Nos últimos anos, o SVB adquiriu bilhões de dólares em títulos públicos do governo americano com o capital dos seus clientes e aplicou em títulos de longo prazo. Com a alta da inflação, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, elevou sua taxa de juros para 400%, causando desvalorização nesses títulos.

Diante desse cenário, o SVB anunciou que se desfez às pressas de bilhões de dólares em títulos, representando um prejuízo de quase US$ 2 bilhões. Anunciou também que precisaria levantar US$ 2,25 bilhões em recursos, o que foi um sinal de alerta para clientes e investidores.

Assim, as ações do SVB na bolsa de valores Nasdaq caíram 60% somente no dia 9, arrastando papéis do setor bancário americano consigo. Simultaneamente, seus clientes fizeram a chamada “corrida ao banco” e sacaram investimentos na instituição. Forçado a vender ainda mais títulos para diminuir o “rombo”, o SVB entrou em colapso.

Já no dia 12, outro banco que estava prestes a quebrar, o Signature Bank, acabou entrando nesse efeito dominó e também foi fechado por autoridades americanas após constatarem que a instituição não tinha recursos para garantir os depósitos feitos por seus correntistas. Ambos os bancos passaram a ser controlados pelo Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), um fundo semelhante ao Fundo Garantidor de Crédito brasileiro.


Como esse cenário pode afetar o Brasil?

Especialistas afirmam que a crise bancária americana pode impactar a taxa básica de juros no Brasil e que mais efeitos dependem dos próximos passos do Fed. Inúmeras fintechs brasileiras, inclusive, emitiram notas esclarecendo que não serão afetadas pela quebra dos bancos dos EUA. 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez uma declaração sobre a gravidade do que aconteceu e que “ainda não está claro quais serão os efeitos sobre as economias periféricas (que incluem o Brasil)”. Haddad disse ainda que o “Banco Central deve tomar alguma providência em relação a eles e que está monitorando a situação com o BC e os bancos brasileiros”.

O veículo de notícias financeiras Bloomberg Línea divulgou que algumas startups brasileiras possuíam mais de US$ 10 milhões no banco SVB. Contudo, a Fed assegurou o resgate integral dos valores. Desse modo, o risco das empresas de tecnologia terem um grande impacto em seus caixas foi amenizado.

Todos os bancos, de algum modo, estão expostos ao risco sistêmico diante da falência de um banco com relevância global. Em contraponto, o Brasil, por intermédio do Banco Central, tem um controle mais rígido na emissão de crédito. Diante dessa regulação do Bacen, o investimento de instituições brasileiras é mais conservador, o que protege bancos nacionais em cenários como esse.


https://www.linkedin.com/pulse/como-fal%25C3%25AAncia-dos-bancos-svb-e-signature-bank-pode-afetar-o-mercado/?trackingId=ECeo97baTJOZzqAwuTD%2BYA%3D%3D

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